domingo, 15 de março de 2009


Olhas-me de longe! De um longe que eu não vejo mas que recordo. Sei que o fazes somente por intuição minha. A mesma que me guia quando te observo nesta e em tantas outras fotos. Não sei se será uma intuição regeneradora ou punitiva. Não sei se é capaz de me levar onde me encontres, sei apenas que é minha e que cegamente a sigo.
É que amar-te não é um exercício de te recordar, é antes um reflexo condicionado pelo pulsar do maior dos músculos que habita o meu corpo. Aquele que o poeta disse ser um comboio de corda.

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